Todos os anos, durante a Quaresma, a Igreja no Brasil convida a comunidade a olhar para uma realidade concreta do nosso país e a transformá-la em compromisso. É a Campanha da Fraternidade, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em 2026, o tema é “Fraternidade e moradia”, com o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).
Como escola confessional católica, fundada em 1939 pelas Irmãs Franciscanas de Maristella, o Colégio Regina Coeli acolhe esse chamado como parte da sua missão de educar para a vida.
O que a campanha nos propõe
O lema deste ano vem do Evangelho de João: “Ele veio morar entre nós”. É uma referência à encarnação — Deus que escolhe habitar no meio da gente, partilhar a vida humana em toda a sua concretude. A partir dessa imagem, a Campanha da Fraternidade 2026 volta o olhar para o direito à moradia digna, uma realidade que ainda falta a muitas famílias brasileiras.
Falar de moradia é falar de dignidade: de ter um lugar seguro para viver, criar os filhos, descansar e sonhar. A campanha nos convida a enxergar essa necessidade não como um problema distante, mas como um apelo à solidariedade e à construção de uma sociedade mais justa, em que ninguém seja deixado para trás.
Fraternidade que se aprende na escola
Para nós, educadores, um tema como esse não fica só no plano das ideias. Ele conversa diretamente com o que buscamos formar nos nossos estudantes todos os dias: empatia, senso de justiça e cuidado com o próximo.
Uma formação verdadeiramente humana não se mede apenas em notas e conquistas. Ela se revela na capacidade de olhar para o outro, reconhecer a sua dignidade e agir com generosidade. A escola é, ela mesma, uma casa — um espaço que acolhe crianças e jovens, os recebe pelo que são e caminha ao lado de cada família.
Um convite às famílias
A Campanha da Fraternidade é, antes de tudo, um convite à conversão e à ação. Que este tempo inspire gestos concretos de acolhimento nas nossas casas, nas nossas ruas e na nossa comunidade escolar.
Que possamos, juntos — estudantes, professores, funcionários e famílias —, aprender com o Evangelho a “morar entre” os outros: presentes, atentos e solidários. É assim que se educa para a vida.
